domingo, 20 de dezembro de 2009
ALUCINAÇÕES de uma futura lingÜista (com a aprovação de Will)
Que metalinhas essas que acabo de escrever! Escritas em um sopro, quase que uma elucidação desvairista, na qual só a primeira frase estava em meus planos quando decidi não estudar geografia (que coisa feia essa minha confissão) para esboçar algo que pudesse ir para o Aphélio. E para começar a usar uma agenda muito legal que ganhei de minha tia de ANIVERSÁRIO, e até agora não havia usado! (seus aniversários já estão todos anotados nela)
Com todas essas palavras, só queria pedir que não deixem que nada de chato que nos mandem escrever consiga suprimir o prazer de se fazer um verdadeiro texto e, depois, de lê-lo. Construído com as palavras que realmente precisam sair e cair no papel... Assim, vocÊ estará sendo coerente com suas idéias e elas coerentes a você. Tema? Proposta? Coletânea? Nada poderá desmerecer a riqueza daquilo que de fato quis escrever e precisou ser escrito.
Talvez esse desabafo tenha vindo tarde demais. Desculpem-me.
ps.: nenhum rnacor com as aulas de redação da Simone, elas são muito necessárias; mas tantas regras podem acabar me obrigando a defender mentiras e escrever abobrinhas!
sábado, 28 de novembro de 2009
Onde está o Will? o.O
Portanto, volte logo. Espero que esteja bem:)
Saudades, LÁLÁ.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Quem tem medo do escuro?
Como sempre termino discussões filosóficas mudando completamente de assunto, dessa vez nao vai ser diferente. Vou tentar contextualizar: talvez apagaram-se as luzes para o parabéns à você da Tais! (risos) Mas, falando sério... Parabéns, Tata, muito sucesso e felicidade, além de todas aquelas outras coisas que todo mundo fala. Nunca deixe de ser essa pessoa de personalidade forte e marcante e, ao mesmo tempo, doce. Feliz Aniversário!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
let the games begin!
hoje é um dia mágico, pra dizer o mínimo! Terminanos, por fim, todas as nossas provinhas azuis e vermelhas do etapa, PRA SEMPRE! Além disso, amanhã começa a temporada para alguns de nós...
Vestibular. Um dos grandes (se não foi o maior) motivo dos nossos medos. É... Bem... Tem coisas na vida que a gente pode sempre tentar brincar de fugir ou de esconde-esconde, mas não adianta muito: uma hora a realidade bate e isso não é de todo bom como não é de todo ruim.
E esse é o momento. É a nossa chance de conseguir isso... A maratona começa agora e, pra evitar ser pedante e repetitiva e chata, só quero dizer mais uma coisinha - bem óbvia, por sinal:
MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITA SORTE PRA TODOS NÓS!
Bom, minhas crianças... Que tal começar a correr?
'all my loving i'll send to yoooou!'
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Desculpem-me se lhes falo de tristeza.
Algo que aconteceu hoje me fez lembrar o quão impotente é o ser humano. O mesmo que consegue desafiar certas leis, projetando edifícios que pareciam não poder ficar de pé, não é capaz de encontrar palavras certas para reconfortar aqueles que ama. Aquele que pode aplicar os conceitos da fissão(?) nuclear para criar uma bomba atômica que só em um toque pode ser rompida (influência de Vinícius - hehe) não entende os outros, não tenta entendê-los. Por que cantar uma canção é tão mais fácil que confessar um sentimento? Por que escrever uma carta (eu adoro escrever cartas) mostra-se mais simples do que falar aquilo que queria ser dito?
A impotência? Só espero que não seja fruto da inação comum aos nossos dias.
CARPE DIEM, meus queridos...
ps.: espero que faça sentido, que não sejam apenas delírios descontextualizados, sim?
domingo, 27 de setembro de 2009
A vida é uma ópera
A vida é uma ópera e uma grande ópera.(...)
Deus é o poeta. A música é de Satanás, jovem maestro de muito futuro, que aprendeu no conservatório do céu. Rival de Miguel, Rafael e Gabriel, não tolerava a precedência que eles tinham na distribuição dos prêmios. Pode ser também que a música em demasia doce e mística daqueles outros condiscípulos fosse aborrecível ao seu gênio essencialmente trágico. Tramou uma rebelião que foi descoberta a tempo, e ele expulso do conservatório. Tudo se teria passado sem mais nada, se Deus não houvesse escrito um libreto de ópera, do qual abrira mão, por entender que tal gênero de recreio era impróprio da sua eternidade. Satanás levou o manuscrito consigo para o inferno. Com o fim de mostrar que valia mais que os outros, — e acaso para reconciliar-se com o céu, — compôs a partitura, e logo que a acabou foi levá-la ao Padre Eterno.
— Senhor, não desaprendi as lições recebidas, disse-lhe. Aqui tendes a partitura, escutai-a, emendai-a, fazei-a executar, e se a achardes digna das alturas, admiti-me com ela a vossos pés...
— Não, retorquiu o Senhor, não quero ouvir nada.
— Mas, Senhor...
— Nada! nada!
Satanás suplicou ainda, sem melhor fortuna, até que Deus, cansado e cheio de misericórdia, consentiu em que a ópera fosse executada, mas fora do céu. Criou um teatro especial, este planeta, e inventou uma companhia inteira, com todas as partes, primárias e comprimárias, coros e bailarinos.
— Ouvi agora alguns ensaios!
— Não, não quero saber de ensaios. Basta-me haver composto o libreto; estou pronto a dividir contigo os direitos de autor.
Foi talvez um mal esta recusa; dela resultaram alguns desconcertos que a audiência prévia e a colaboração amiga teriam evitado. Com efeito, há lugares em que o verso vai para a direita e a música, para a esquerda. Não falta quem diga que nisso mesmo está a beleza da composição, fugindo à monotonia, e assim explicam o terceto do Éden, a ária de Abel, os coros da guilhotina e da escravidão. Não é raro que os mesmos lances se reproduzam, sem razão suficiente. Certos motivos cansam à força de repetição. Também há obscuridades; o maestro abusa das massas corais, encobrindo muita vez o sentido por um modo confuso. As partes orquestrais são aliás tratadas com grande perícia. Tal é a opinião dos imparciais.(...)
— Esta peça durará enquanto durar o teatro, não se podendo calcular em que tempo será ele demolido por utilidade astronômica. O êxito é crescente. Poeta e músico recebem pontualmente os seus direitos autorais, que não são os mesmos, porque a regra da divisão é aquilo da Escritura: "Muitos são os chamados, poucos os escolhidos". Deus recebe em ouro, Satanás em papel.
(...)
Tudo é música, meu amigo."
(Machado de Assis - Dom Casmuroo - Capítulo IX: A ópera)
Olá, meus queridos Amigos.
E desculpem-me pela demora, eu já deveria ter escrito algo nesta página há algumas semanas, a pedido do nosso querido William.
Peço já no começo que não me julguem pelo texto base. Sim, é verdade que, para mim, qualquer texto de Machado seria consagrado como algo quase que divino. Mas não se deixem enganar, há muito mais que divino nas palavras de nosso "Mestre" (e que Deus não me julgue pelo modo da expressão, já que muitos concordam que Deus fala através dos poetas, nos entendemos depois).
Mas gostaria de propor agora uma análise do texto em relação ao momento que se dá em nossas vidas (não que Machado escrevesse pensando em nós, que ilusão daqueles em que essa idéia fútil passou pela cabeça, mas já esclareço aqui para que não se leve adiante).
Comecemos pelo títuloo. Vic com certeza, se reformulasse-o nos dias de hoje, iria propor algo como "A vida é um show de Rock", ou a Lála gostaria de um "A vida é um conto de fadas". Desculpem-me se as desagrado, minhas queridas! Mas sim, a vida é uma ópera, e o vestibular é um dos movimentos mais impactantes do todo.
Deus é o poeta. Digamos que não há qualquer outra pessoa que seja capaz de escrever nosso destino nesse momento. Ninguém tem certeza do que nos espera, somente aquele que arquiteta o todo. E não se enganem, ao julgarem Satanás. Afinal, ele era um anjo. Alguém talvez como nós, que se dedicava àquilo que lhe propunham, mas que talvez não concordasse com tudo. E a adolescência é uma fase em que sentimos a mesma vontade: renunciar a tudo que nos parece errado, atrasado. Satanás não nos representa, neste caso, o errado. Ele representa a DÚVIDA. É a incerteza de todas as letras que ainda não lemos nas páginas de nossas vidas. E a música... Ah, a música! Essa é aquilo que nos conduz nas linhas, o que nos faz passar por todos os h's, os acentos agudos e as crases, ou nos reduz às reformas ortográficas. Assim como o poema, a harmonia pode ser alterada, o tom, a velocidade, ou a interpretação.
Não é possível entendê-la. Somos guiados por um maestro de talento, sim verdade, mas ainda inesperiente. Exigir dele a pulsação exata, ou a entrada sincronizada não seria digno. Lembrem-se, somos como ele, também regemos pela primeira vez, também erramos, também perdemos o compasso, e (muitas vezes) pioramos o resultado final quando tentamos recuperá-lo(talvez a melhor saída fosse esquecer do segundo destoante e continuarmos fixos na partitura); e para um público um tanto exigente: pais, professores, amigos; e para o pior crítico musical já existente: nós mesmos (ele nunca está satisfeito).
E agora, vamos ao fato, talvez, mais revoltante. Não-há-ensaios. E ponto. não, meu querido leitor. Não tente contestar. Gastará saliva, cansará sua mente, perderá as palavras. Pare. Reflita. ... Mais calmo? Continuo daqui! Não-há-ensaios. E o crítico está lá. Sentado na primeira fileira. E quem disse que deveria sair perfeito? "Talvez nisso esteja a beleza". Não saber como será o dia seguinte, ensaiar as palavras certas em frente ao espelho e, na hora, elas saírem ao contrário e sem controle (quando saem, convenhamos), ou esperar por um pedido de namoro por meses e ele não vir (você arquiteta quase que todos os dias maneiras de receber o pedido, mas não, NÃO depende de você). Quem mandou estudar composição, e não letras?? Você é apenas um pequeno maestro, talvez um simples músico do corpo orquestral, e não o escritor.
Faço aqui uma pausa para uma questão pessoal: Meu querido João, se você lê esse pequeno desabafo, não se julgue! Estamos falando de esperanças, e de vida! Ninguém deve ser perfeito, a beleza está nos descompassos. Mas você também saberá um dia que tudo fica mais sensível no último ano. Não devemos sentir vergonha de dizermos a verdade, seja pelo meio que optarmos. Não gaste seu tempo pensando em como teria sido, continue andando para frente ( e espero que eu ao teu lado). Voltemos ao principal.
Mas o crítico sempre está lá, na primeira fileira. No dia seguinte, você encontra na primeira página no jornal de maior circulação (a sua mente) a chamada: "Após uma hora de atraso, o 'espetáculo' mostra-se fraco, os músicos despreparados e a harmonia mal conduzida. Enviem a criança que apresentaram como maestro de volta para o CURSO". Sim, o CURSO! O tormento geral do terceiro ano. Confesso que também temo somente a pronúncia da palavra, escrevê-la então... (Assinar aquele termo de reserva de vaga foi como abrir o jornal e procurar pela página em que se dava a crítica completa). Como já diria meu querido Rafael, " Todos gostariam que a vida fosse como um filme. Mas ela é o making-of".
"Muitos são chamados, poucos os escolhidos". Preciso dissertar? Você também é 'convidado' a prestar o vestibular. Será escolhido para cursar a faculdade que deseja? Não queremos aceitar, mas talves sejamos realmente novos para entrarmos agora na universidade. Fazer mais um ano no ETAPA talvez não seja esmagador, já estamos tão acostumados, e não teríamos mais provas... mas... e a sua mente? Três anos 'gastos' ...(SIM, gastos, ou melhor, desgastados. Quem ainda está inteiro? Quem não criou stress, aumentou o número de espinhas, engordou, diminuiu sua taxa de linfocitos, leucocitos, ocitos ocitos, ócio! Alguém ainda possui tempo ócio?).
Mas a vida continua. A música continua.
Considerações finais: não é pessimismo. É apenas um desabafo.
Semana Aphélio
¤ Bem, como o Aphélio se propõe a falar sobre os medos (não só deles, obviamente), resolvi falar sobre um temor particular, mas que aposto que é o mesmo de muitos brasileiros. Afinal, quando o nosso país vai impor limites a si mesmo? É desesperador ver, dia após dia, tentativas de favorecimento pessoal dentro da esfera política. O caso da compra dos caças é um exemplo. O governo prefere gastar rios de dinheiro (como diria o Timba) com as aeronaves francesas de tecnologia arcaica do que fazer um investimento inteligente, econômico e que seja benéfico não só à nossa geração, assim como as futuras. A Suíça pode oferecer aviões até por um décimo do preço dos outros países: a cegueira pelo poder desnorteia o caráter de nossos governantes. Só espero que nosso futuro não tenha o mesmo desfecho que o teste de exercício de tais aeronaves na França: consumindo-se em chamas em pleno voo.
Semana muito especial para o Aphélio! Aniversario das doces Lala e Vic, colaboradoras mais que talentosas! Que vocês tenham tudo o que sonham em suas mentes malucas! E que não percam nunca a alegria de viver. Lala com seu constante dicionário de neologismos e catalogação de fofinhos. E Victória sempre pedindo um pedacinho da comida alheia e dando uma palavra sábia e amiga a quem quer que seja. Bon anniversaire! (na língua que vocês mais gostam!)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
22/09
Porém em 1994 foi apresentado pela primeira vez o seriado Friends foi exibido na TV e isso significa muito para diversas pessoas pois sempre relacionávamos com nossas vidas. Quem nunca gargalhou enquanto escutava a Phoebe cantando, ou enquanto via a vida amorosa da Rachel, o ciúmes bobo do Ross, as infantilidades do Joey, a Monica e o Chandler. Nunca esqueceremos daquela música de abertura:
Mas não é só por causa de Friends que estou escrevendo hoje. Hoje o dia é especial principalmente porque é o aniversário da Lála, conhecida aqui no blog como duende:) . Lála, estou escrevendo para dizer o quanto é especial para mim e para todos ao seu redor. Sempre com teu sorriso cativante, nunca está triste, sempre presente com uma palavra de apoio. Lála, você é um anjo!! Muito obrigado por esses anos! Sem você não seria a mesma coisa! Suas aulas de francês, suas cartinhas, sapinhos, meias combinando, e tudo mais!!
Sempre estaremos aqui para qualquer coisa!!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
puberlogradas
¤ Existe coisa mais manjada que colunas de ajuda a adolescentes desesperadas?
É sempre a mesma coisa: uma garotinha insegura escreve sua cartinha (sim, uma cartinha, ainda que sob a máscara do email) para a redação da publicação. Lá, escolhem a que parece mais imbecil, mais improvável que alguém realmente queira ler ou saber sobre e publicam em forma de resposta especializada, tentando dar um ar profissional à coisa. As duvidas sempre rodeiam uns mesmos assuntos: namorados que querem transar quando elas ainda não estão preparadas, dúvidas quanto a algum problema de saúde (geralmente é a acne ou obesidade) e dicas sobre como lidar com o pessoal do colégio novo. Daí, a revista (ou site, ou jornal), gloriosamente, abre um manual de respostinhas, que inclui apenas cinco frases que, com variações (ou mesmo sem), transformam-se em disputados conselhos. Ai vão eles:
- Converse com seu namorado. Se ele te ama, tem que entender que para tudo tem hora e que você não está pronta para isso ainda. ( e caso ele não entenda, pé na bunda dele.Afinal, a revista tem ou não tem a seção mal-amadas e recém-separadas?)
- Apesar de às vezes parecer um pouco super-protetores, seus pais só querem seu bem. Tente agir de forma a agradá-los e, aos poucos, você terá a confiança deles e a liberdade que tanto procura. ( ou seja: seja uma santa do pau oco e no fim todo mundo vai te amar)
- Procure um especialista. Ele é o melhor indicado para resolver seu problema de forma profissional e adequada. (aí vem a propaganda de um medico que vai ganhar rios de dinheiro. E a garota não teve nada esclarecido)
- Tente ter um estilo próprio (o estilo de todas as garotas que leem a publicação. ¬¬) desta forma, atrairá para si as atenções e será a mais nova garota popular do colégio. (com certeza você chamará a atenção parecendo uma arvore de natal ou o Buzz- LightYear (*-*) cheia de acessórios)
- Faça nosso teste na pagina x q descobrirá qual a sua verdadeira personalidade e com qual estrelinha-adolescente-perversa-estadunidense-imbecil você parece. Não é divertido? (CLAAARO. Afinal, ninguém tem cérebro suficiente pra descobrir do que gosta ou o que é melhor para si)
E atire o primeiro pedaço de unha roída quem nunca ao menos abriu uma revistinha teen, mesmo que por curiosidade.
Tá, vai ter um monte de unha roída no chão...
P.S: depois de uma semana que eu escrevi isso eu to vendo que não tem nada a ver com o Aphélio... Faço uma melhor na próxima!
hPa
Eu acompanhei de perto todo o processo de criação do Aphélio. E sei do carinho e a dedicação (mesmo que limitada pelo tempo) que os (jovens aspirantes a) escritores dispensam ao blog. Como não poderia deixar de ser, vou contribuir com a parte irreverente da publicação. Não é um humor propriamente dito e está longe de ser. Apenas vou discutir assuntos de maneira mais descompromissada. É que na verdade, é a única coisa que me resta, visto que não tenho todo o lirismo dos meus colegas. E já aviso desde já: não prometo regularidade, afinal, todos vocês sabem da nossa falta de tempo. Mesmo assim, é um prazer dedicar-se um pouco ao engrandecimento das artes e da comunicação, ainda que não estejam em suas formas convencionais.
Quanto ao nome da coluna, uma observação. Aulas de Geografia são ótimas para nomes de colunas para blogs. hPa, hectopascal, unidade de pressão. Para a coluna, ela recebe um significado diferente. hPa, Horror a Pascal. Enjoy it!
M. de M.segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Aux me Amis***
"À Léon Werth
Je demande pardon aux enfants d'avoir dédier ce livre à unne grande personne. J'ai une excuse sérieuse: cette grande personne est le meilleur ami que j'ai au monde. J'ai une autre excuse: cette grande personne peut tout comprendre, même les livres pour enfants. J'ai une troisième excuse: cette grande personne habite la France où elle a faim et froid. Elle a bien besoin d'être consolée. Si toutes ces excuses ne sufisent pas, je veux bien dédier ce livreà l'enfant qu'a été autrefois cette grande personne. Toutes les grandes personnesont d'abord été des enfantas. (Mais peut d'entre elles s'en souviennent.)
Je corrige donc ma dédicace:
À Léon Werth
quand il était petit garçon.
{A Léon Werth. Eu peço desculpas às crianças por ter dedicado este livro a um adulto. Eu tenho uma desculpa muito séria: esse adulto é o melhor amigo que eu tenho no mundo. Eu tenho um outra desculpa: esse adulto pode entender tudo, mesmo os livros infantis. Eu tenho uma terceira desculpa: esse adulto viveu na França, onde ele passou fome e frio. Ele bem que precisa ser consolado. Se todas essas desculpas não forem suficientes, eu irei dedicar esse livro à criança que esse adulto já foi. Todos os adultos já foram crianças. (E ainda o são um pouquinho lá dentro.) Eu corrijo assim minha dedicatória: A Léon Werth, quando ele era um meninho.}
ps.: não sei se traduzi muito bem, mas acho que com isso dá pra entender o que o texto quer dizer. Espero que gostem, sim? E que sempre consigam encontrar a criança que há dentro de vocês. C'est fini.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
O medo acompanha?
Claro. Claro que o medo acompanha! Ultimamente me sinto vigiada pelo medo - assim como pela Lady Murphy (maldita velha chata! Deve sentir uma paixão lésbica por mim ou sei lá). Bom dia, meus amorecos! Meu primeiro texto no Aphélio - que, como eu já disse pro Will, é absolutamente interessante, já que tem uma proposta muito mais pessoal - vai seguir a corrente e tratar de medo também. Na verdade, trata-se de um medo novo que eu senti hoje...
Nessa minha (nossa) vida de estudante, o nome ganhou características dele próprio: estudamos. E muito! Apesar de todo o estresse, dor, sono e etc e etc, somos pessoas felizes. Somos pessoas mais inteligentes e interessadas (espero eu). Assim sendo, nada poderia me fazer sentir medo de algo novo, a não ser uma aula.
O ETAPA surgiu com essa brilhante idéia (com acento e tudo) de fazer essa semana ENEM (pra quem não sabe, é uma semana qualquer escolhida ao acaso - creio eu -, onde os alunos são submetidos a (in)tensos exercícios (tipo) ENEM. Um saco, mas ainda assim, interessante). Nessa semana, além de resolver os odiosos exercícios, temos aulas voltadas ao tema que pode ser O tema do ENEM. O chute do colégio foi 'o ingresso democrático nas instituições de ensino' ou qualquer coisa semelhante - como diria a Simone, 'estamos falando de cotas (ponto). Preconceito em sua natureza'.
Na última aula de hoje - e dessa semana infernal, graças a Zeus! - Rogerio S. (professor de geografia) se propôs a discutir inclusão social e preconceito de qualquer tipo conosco. Durante essa aula, dois vídeos incríveis foram assistidos: uma entrevista com o Chico Buarque sobre preconceito e como ele vê ou sente isso na sociedade e um - o que me deu a idéia do dia - absolutamente triste e chocante: preconceito desde criança.
O vídeo em si é auto-explicativo: http://www.youtube.com/watch?v=PKqSPf-hKR4&feature=PlayList&p=597BBA81B21A833D&playnext=1&playnext_from=PL&index=11
Depois dessa aula (MA-RA-VI-LHOSA, diga-se de passagem), desse vídeo, em especial, fiquei absolutamente atordoada. Não sabia o que dizer, o que fazer, como reagir ao mundo ao meu redor.
Entendi, por fim, que para acabar com o preconceito existente na sociedade humana é preciso, antes de mais nada, de auto-valorização. Mais que isso: é preciso valorização de humano para humano, como humanos, para poder estimular a auto-valorização. Como queremos fazer com que as duas crianças no vídeo não se sintam vítimas do preconceito se elas têm preconceito contra elas mesmas? No finalzinho do vídeo, quando o cara pergunta pras crianças (depois de elas dizerem e explicarem porque a boneca negra é pior que a branca) 'com qual você se parece?' e elas apontam para a negra... Ah, foi como se alguém tivesse dado um tiro em mim. De partir o coração, mesmo. Eu achava que as crianças não 'viam' essa diferença de cor... Achava todos eram iguais para elas... Mas se elas agem dessa maneira perante as perguntas feitas, alguém as ensinou a agir assim. Não posso pensar em ninguém além dos pais. O que faz com que eles pensem que são piores que o resto do mundo?
Quero achar uma maneira de mudar isso. Se antes eu dizia já ter tido o meu choque de realidade (ou tomado a pílula vermelha, como diriam no Matrix), acho que renasci e tive uma dose muito maior. A sociedade não é a vítima dessa história e sim a culpada.
O meu medo é que a própria sociedade não se sensibilize nem assim. Já sei que há pessoas frias no mundo - aliás, sei que elas são maioria -, mas espero que os mesmos pais da elite super-protetora que se diz não ser preconceituoso quando está na mesa de jantar da festa super chique da multinacional dele, mas que não quer que os filhos tenham contato com o chamado mundo, perceba que os responsáveis pelo estado de calamidade e caos que tanto evitamos somos nós: a elite cega. Cada vez que tentamos fugir da realidade, pioramos a mesma e nos damos ao trabalho de viver no nosso mundinho colorido cheio de sifrões.
Ao meu ver, com menos preconceito, os outros problemas se minimizam sozinhos, aos poucos, até chegar no nada.
Eu tenho feito o que posso para mudar: faço trabalho voluntário sempre que consigo, escrevo para revistas engajadas em causas sociais, tento mudar coisas que vejo/ouço na rua. Mas isso é só, por enquanto... Tenho 17 anos e não muito tempo, meus sonhos azuis são só sonhos (como aquele desejo de Miss Universo: 'eu quero a paz mundial'). Ainda assim, é começando devagar que conseguimos ir longe.
Para aqueles que tiveram paciência - e compaixão - o suficiente para ler esse post enooorme inteiro:
Eu estou pronta para mudar esse quadro como eu puder. Estou pronta para fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que o preconceito comece a ser vencido não nas suas origens, mas na sua raiz. Estou pronta para evitar que mais crianças dêem respostas como essas e se sintam inferiores sempre. Estou pronta para trabalhar por um mundo mais igual.
Mas, pra isso, eu preciso de toda a ajuda que puder (e do curso de Sociologia, que agora estou muito mais tentada a fazer do que antes). Você topa?
(Perdão pelos erros ou falta de coesão entre as idéias... Escrevi tudo em uma sentada só e não tive paciência para corrigir. No fim, o texto reflete o caos que está a minha mente perdida na agonia causada pelas crianças do vídeo)
E, Will!: muitíssimo obrigada pelo convite! A idéia do blog é genial e eu espero poder me divertir muito aqui escrevendo com vocês.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
a primeira de uma coleção ^^
"Música e receptáculo"
galo cantando... ACORDO!
tropeço no tapete, nos chinelos
água fria me lava o rosto
rádio! "let me take you down 'cause I'm going to Strawberry Fields..."
Beatles... "where nothing is real, and nothing to get hung about..."
canto: Strawberry Fields forever!
e grito (numa incrível elucidação biológica): tu és um pseudofruto, senhor morango!
{medo? sim... também.}
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
MEDO
-Afélio é o ponto onde a velocidade da Terra é menor, e também o ponto onde a Terra fica mais longe do Sol.
-Afélio, mas perto de ti! Pode ser nome para livro de poesias!
Um título poético, ou não, quem saberia dizer?! No fim o livro de poesias virou um blog, não de poesias e sim de tudo. Do Lalá, de picnics, de música, de contos, de crônicas, de Ensino Médio, de amigos, de saudades. Mas principalmente de MEDO!
Medo de perder. Porque é isso que todos nós sentimos. Esse medo gigantesco, homérico de perder as pessoas que amamos. O tempo passa, Janeiro está chegando. Como passou rápido?! Essa é a razão. Sim, meus amigos, eu tenho medo de perdê-los. Talvez o blog nos deixe um tempo maior juntos. Talvez uma obrigação para ficarmos juntos. Pois provavelmente não teremos nossa festa de 100 anos. É uma pena, pois adoraria soprar todas essas velas com vocês.
Estou sendo muito Sadomasoquista? Talvez. Mas é apenas MEDO. Como eu disse anteriormente. E assim, inauguro o Aphélio, com “ph” para dar um charme.
Mon amis, por favor, não sejam tímidos, publiquem o que quiserem. Suas angústias, seus medos, suas lembranças. Assim poderemos reviver essa ETAPA juntos novamente.
