segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Primeira tentativa em 3, 2, 1...

Não sei se escrevo por você
Porque, talvez, seria mais correto escrever para você.
Seria?

Muitas perguntas. Míseras respostas.
Você sabe que o tempo passou
Inevitavelmente, como sempre passa.
Todos sabemos.

Mas, também sabemos que há sempre algo que não passa.
Que não muda.
Aquele ponto, lembra-se?
O mais distante do sol.

E mesmo que muitos heterônimos me tomem a casa,
As penas,
Os cadernos, suas capas, todas suas folhas,
Todos meus papéis,
Sabe que haverá sempre algo de mim aqui. Imutável.

Essa é toda verdade que posso oferecer.
E meus abraços sinceros.

Pois não consigo mais controlar as palavras.
Às vezes, elas vêm num turbilhão, isso é tudo o que aprendi.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

140 caracteres

Afinal, estou com saudade de antes, dos tempos de marshmallows, das receitas médicas, de todo maucaratismo. E só isso basta para tudo dizer.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nos bailes da vida. Nos bares da vida.


Eis-me aqui, entre livros de estatística - sim! estatística literária e lingüística, se isso melhora aquilo que já mencionei - muitos dos quais em línguas que não a minha... Seriam azuis-turquesa essas línguas?

Oras, eis-me aqui entre livros de estatística a tentar fazer meu trabalho de estatística, mas, longe disso, deparo-me comigo mesma a questionar línguas. E não, não se tratam de questionamentos sobre sua origem, sua relação com a sociedade em geral, com os falantes em sua individualidade e em sua gramática interna e em seu idioleto. A questão é meio Dalí. É meio Magritte. E até meio Miró, porque azul é a cor de seus sonhos.

Enfim, nada disso vem ao caso daquilo que há quase um mês me obrigara a escrever. Só que os dias passaram. Outras idéias vieram. Mas, aquela ficou, brotante que foi em uma tarde de sábado de um mês qualquer que todos já sabem qual é. Nesses dias me descobri dotada de alguns poucos heterônimos. Mas, esse não é o assunto para esse texto, de modo que é assunto para um texto outro.

Aqui estou a fantasiar um pouco - afinal, o que mais sei fazer? o que mais me dá prazer fazer? - mas se o cenário não é assim tão real quanto gostaria minha sã consciência que às vezes atrapalha, o que surgiu daquilo-nada-fantasioso que vi teve desdobramentos tocáveis. Palpáveis.

Hoje escrevo como um esguicho de água, escrevendo muito daquilo que dá vontade. Talvez por isso pareço escrever pouco daquilo que deveria escrever. Talvez por isso o tal trabalho custe a escorrer de minhas mãos já cansadas de tantos virares de página e de tantas teclas. Plóc-Plóc. Tóc-Tóc, não isso é porta! Téc-Téc. Qual seria a melhor onomatopéia para isso?
Hoje não estou conseguindo dar conta desse turbilhão que são mente e linguagem. Juntas!

Hoje escrevo como as águas de alguma cachoeira. Era assim também que falavam as pessoas daquele restaurante, e também assim levavam seus talheres à boca, mas isso é assunto para outra linha. Falavam pelos cotovelos, se é assim que dizem. Eu muito falo pelos cotovelos.
Não se deram conta de que estavam diante de um violão a tocar.

Imediatamente me pus a pensar se tinha dó do senhor que tocava e parecia até ser passível de encantar, daquelas pessoas da sala de jantar ocupadas em nascer e morrer e comer e falar, devo dizer, daqueles míseros mutantes (não, não merecem um M como Rita Lee merece), ou da música, muito mal-tratada naquele dia. Tão mal-tratada em tantos outros.

Não, não deveriam haver cantores contratados em bares e restaurantes que não atraem as pessoas por sua música. Os músicos não merecem isso. Lembram-se da minissérie da Maysa? Ela jogou seu sapato na mesa de alguns clientes que a haviam trocado por picanha.
Se penso assim dos músicos foi porque naquele sábado fatídico me veio a voz de Milton na alma: "Foi nos bailes da vida ou num bar em troca de pão que muita gente boa pôs o pé na profissão de tocar um instrumento e de cantar, não importando se quem pagou quis ouvir, foi assim."
Foi assim, mas não deveria ser.

Acabo todo esse aglomerado de coisas que talvez não agrade muito, mas espero não desagradar a todos, dizendo: "Longa vida à Música!" - a qual também merece um M como o de Rita.
Desmerecer um músico é desprezar a música. Infelizmente, alguns músicos a desprezam eles próprios. Claro que isso não é absoluto. Mas, faz-me sentir falta do tempo em que todos tratavam a música com mais respeito. Não que minha pessoa muito entenda de música, pelo contrário, não é isso...

É que outro dia vi um documentário sobre o Pink Floyd. Em uma entrevista, Roger Waters disse que viviam para a música. PARA.
Meu apelo é que aqueles que ainda não fazem isso parem de viver da música.
DA.

"Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol." - Milton Nascimento

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bucha Vegetal



Certa tarde Lindaura, a senhora que trabalha em minha casa, estava montando uma lista de compras da semana para que eu, recém-habilitado, pudesse ir ao supermercado. Sorrindo ela me perguntou se eu poderia trazer uma bucha vegetal para o banheiro dela. Sem pensar muito comprei a tal bucha vegetal, admito que com um pouco de dificuldade pois eu nunca imaginaria que bucha vegetal ficasse no setor de “Hortifruti”. Como veio um pacote com umas três, ela me perguntou se eu queria uma para mim e humildemente explicou as propriedades da bucha de banho como uma excelente massageadora. Aceitei.

Nessa noite, depois de um dia cansativo de volta às aulas voltei a um estado de espírito realmente deplorável. Não sei o que foi que me trouxe, novamente, essa angústia enorme em meu peito. Talvez foi durante minha aula de Oficina de Leitura na qual fizemos uma atividade que me deixou um pouco pensativo. “Um texto que mudou sua vida”. No início, pensei no sexto livro de Harry Potter no qual Dumbledore morre, mas o livro não mudou a minha vida, apenas me emocionou como só o filme “Click” conseguiu fazer em toda a minha vida.

A minha escolha então foi “Lisbon Revisited” de Álvaro de Campos. A razão foi simples, quando eu o li pela primeira vez eu consegui entender o que eu estava sentindo naquele momento. Uma raiva de toda a sociedade e toda a sua imposição normativa - Irônico vindo de um estudante de Direito??- Talvez aquela raiva tivesse vindo de um amor platônico, coisa de um adolescente um pouco perturbado e viciado em literatura.

Talvez a minha angustia não veio de toda esse meu passado e sim esteja no meu presente. Tenho medo de falar o que eu realmente sinto, mas algo pede para que eu diga isso. Sinto sempre um enorme descontentamente em tudo. Sinto-me sempre como uma Cristina de “Vicky Cristina Barcelona”. Sempre quando eu acho que tudo está perfeito em minha vida, surge um sentimento que implora por mudanças, que enjoa de todas as pessoas de todas as coisas, de todas as comidas, simplesmente de tudo. Como Penélope Cruz diz no papel de Maria Elena: “Nunca se va a conformar con nada, esta niña.” e “Chronic dissatisfaction. That’s what you have. Chronic dissatisfaction.”

Por isso, nessa noite de insatisfação eu fui tomar um banho com aquela bucha vegetal. Descobri o quão áspera ela é. A água escorria enquanto eu esfregava a bucha em meu corpo com um força para tentar fazer com que toda essa angústia saísse do meu peito. Porém a única coisa que eu consegui foi ficar com a pele avermelhada e ainda sofrendo de uma grande insatisfação, pois a bucha não solucionou os meus problemas e eu não sei como os solucionar.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Semana Drummond"

PRECISA-SE DE UM AMIGO

"Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimentos.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem imprescindível, que seja de segunda mão.
Não é preciso que seja puro, ou todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Pode já ter sido enganado ( todos os amigos são enganados).
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar aquelas que não puderam nascer.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que todos levam consigo.
Tem que gostar de poesia, dos pássaros, do por do sol e do canto dos ventos.
E seu principal objetivo de ser o de ser amigo.
Precisa-se de um amigo que faça a vida valer a pena, não porque a vida é bela, mas por já se ter um amigo.
Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.
Precisa-se de um amigo para ter-se a consciência de que ainda se vive."

Vocês são assim, saibam disso.
Com amor e muito carinho, de coração,
LÁLÁ.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Azul verde

Se se encontraram de novo
Ninguém poderia saber
Só sabia que faziam falta

Falta à rua, à neblina, aos pés ainda nus
Que assim, nus, sentiam ainda mais frio por estarem sozinhos
Machucados pelo asfalto já gasto
Impuros até.

Se os veria de novo
Ninguém!

Apenas esperava pisar em grama
Orvalho
Sendo acariciada por dentes-de-leão ainda não desfeitos.
Poder um dia se deliciar com aquelas amoras.
(Fazer geléia?)

Se isso ocorresse, sim,
Poderia encostar a cabeça em seu peito
Sentindo-lhes o respirar.

Novamente.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Se as lágrimas se transformassem em vagalumes

Sim! O Aphélio foi criado para que sempre estivéssemos perto uns dos outros!
Lembro-me disso... Lembro-me do dia em que aconteceu
Por que as aulas de física sempre fizeram nossa imaginação aflorar tanto?
Razões entre mesa e cadeira e entre pessoas
Fórmulas dos mais variados tipos.
Éramos capazes de medir a maldade e a chatice.
De quem quer que fosse.
Tudo isso podia ser meros devaneios - ou não, já que é tão bom vivermos aquilo que
[desejamos
Mas o ponto em que a Terra mais se distancia do Sol, escrito com ph para dar um charme, só pode ser concreto
REAL
E é.
Agora, mãos tremendo, olhos marejados, nó na garganta e até - tenho de dizer, para dar mais veracidade à composição - um princípio de dor no estômago
Sinto esse ponto me acolhendo, ínfimo em sua descrição, inachável no espaço
Mas que conseguiu ser grande por guardar dentro de si
Os queijos que falam francês do Willie
As chamadas pragas da Vic e sua preocupação elfística-materna
As receitas e as canelas roxas do Gui
Os sorrisos e abraços carinhosos da Júht
O Coelho Mostro da Naninha
As apostas da Maren e da Si
As conversas que pareciam rirem sozinhas entre Mari e eu
A língua da cobra e quantas vezes a Ching disse isso
As histórias e músicas que compartilhei com a NáNá na agenda musical
Tantas coisas de tantos
Nossos marshmallows, nossos trevos
Até as balas de coco!

Seres da floresta, digam-me que isso não se perderá!
Por favor...
Se alguma gota rola-me face abaixo e alma adentro , não é porque estou somente triste, mas principalmente porque tudo mudou tão depressa,acredito, e isso talvez tenha me assustado um pouquinho.
E nessa roda-gigante, nesse gira-gira podemos perder o PONTO de vista por um instante.
Mas só um pouquinho,pois, sendo concreto, sempre estará aí, para quando se fizer necessário.

Se minhas lágrimas se transformassem em vagalumes, veriam a noite mais estrelada de suas vidas!
(noite estrelada, noite iluminada)
E noites bem iluminadas - assim como as da cidade grande - por inúmeros pontinhos luminosos são um recado meu, dizendo:
"- Saudades, Lálá."

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Por um motivo especial

Pois bem, meus queridos: resolvi aparecer por aqui! Deuses, o Aphélio daqui a pouquinho já faz aniversário e eu nem deixei minha marquinha... Minimamente vergonhoso, espero que desculpem a demora!
Nos meus longos dez dias aqui na capital refleti muito sobre o ano que se passou... Nosso blog fofinho veio com um intuito tão bonito, de servir como um elo de ligação entre nós, que, infelizmente, não nos veremos mais todos os dias (grande Will!). Decidi, pois então, usá-lo desta forma, já que ando tão alienada nessas férias!
São Paulo é uma cidade bacana, em nada me foi hostil, pelo menos até o momento. Quando diziam que todas as estações cabem num dia eu não imaginava possível, mas o tempo aqui é extremamente prevísivel: amanchece um sol lindo e um calor digno de Barretos (!!!), o céu limpinho... daí as nuvens vão se formando e parece que o mundo se acaba em água, lá pelas seis horas da tarde; a noite é amena, tem de primavera e de outono, o que torna a vistá linda, cheia de luzes, nada de tempo abafado! (sim, estou parecendo uma caipira quando descobre edifícios, e desculpe, Valinhos, poruqe aí nem é tão interior assim!)
Mas sabe quando é que me bate aquela saudade? Quando a gotinah de chuva escorre pela janela... Lembro-me que estou longe de quem eu amo, de quem me ama, de que não conheço ninguém aqui e tampouco sei se vou conseguir fazer amigos como fiz aí; penso se fiz certo vir pra cá, abandonar uma vida que tinha na minha cidadedezinha natal... Mas penso também que essas dúvidas são fruto da mudança, mesmo. É uma nova vida, um novo ritmo, uma nova luta para mim; o novo e essa incerteza toda sempre assustam, né? E não sei, tenho esperanças de que esse ano seja um ano bom - pra todos nós, por sinal!
Aliás, estamos a menos de doze horas pro resultado! Torço muito por cada um de vocês e sei que fizerma o melhor que puderam. Sinto orgulho de vocês, meus queridos. Sorte!
Bem, é isso! Desculpem pelos erros de ortografia e digitação (é que se eu fosse relê-lo, com certeza não o publicaria!) e pelo texto em sim...tsc tsc tsc
Estou com saudades e quero que venham pra cá em breve!! =D
-Vickols.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Na'vi e Poti

Quinta passada (21) eu finalmente fui ver Avatar. Depois de muito ouvir falar (bem e mal), fiquei curioso pra ver a bendita película do James Cameron. Quando vi aquela cena inicial, na qual Jake desce da nave numa cadeira de rodas, pensei: "lá vem mais um filme bobo de superação de limites". Porém, assim que o mocinho "incorporou" seu avatar e iniciou sua aventura nas florestas de Pandora, um estalo tomislávico-literário me veio à cabeça. Era o começo de Iracema, o "mais doce" livro do José de Alencar, sem tirar um vírgula! Um forasteiro em apuros na selvagem natureza é salvo por uma nativa de comportamento que, ainda que arredio, pode ser considerado doce.
Durante a fita, mais fatos vão confirmando aquilo que eu havia notado no começo: ouso dizer que Avatar é uma releitura de Iracema, cheia de efeitos especiais, com uma nova e bem sucedida roupagem. Jake, o Martim de Hollywood, vai ganhando a confiança da tribo assim como na obra de Alencar. O pai de Iracema e o pai de Neytiri são a mesma pessoa: homens de grande influência entre seus povos.
No romance brasileiro, Iracema, a heroína ativa do começo da história, vai perdendo sua força e, aos poucos, vai dando lugar para a evolução de Martim. No longa, o processo se repete: Neyriti, machucada pela destruição de sua casa que a invasão humana causou, entrega as rédeas da situação ao seu amor, que corajosamente luta contra todo o arsenal tecnológico humano. Aí também há outra semelhança: Jake luta contra pessoas de sua própria raça, assim como Martim alia-se aos índios brasileiros luta com os europeus.
No fim das contas, Iracema, apesar de brilhantemente escrito, traz como fruto de sua leitura uma lenda (a "lenda do Ceará"), em meio a um mundo de metáforas e comparações excessivas. Em Avatar, vai-se além: é mostrado como a ganância humana é cega aos princípios e à coisas essenciais na vida, como essa "energia maior" que nos conduz e pode nos fazer muito felizes se encontrarmos o verdadeiro sentido da vida. Seja lá qual for a interpretação que cada um fez da história, é um filme e uma lição que levarei para sempre.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Angústia

Valinhos, 14(quase 15) de Janeiro de 2010.

Caros amigos,

Irei começar os textos novos do nosso Aphélio com essa carta, gênero o qual eu acho o mais simpático e o mais expressivo. Escrevo-lhes para finalmente começar por em prática a ideia que eu tive para esse site. Vocês se lembram que eu queria que todas nossas angústias, frustrações e medos ficassem presos aqui, e não em nossas jovens almas? Pois é, acho que chegou o momento de tentar usar esse nosso remedinho, mesmo sem nenhuma prescrição de nossos ilustríssimos médicos. Sei que pode parecer loucura se automedicar, mas não tive escolha meus amigos, e vocês verão que é verdade. Um dia, quando tudo parecer estar estranho, essa poderá ser a última e única opção.

Amigos, no final dessa tarde de férias fiquei pensando sobre o meu futuro. Sabe o que foi a coisa mais estranha que eu descobri? Foi simplesmente que nem eu, quem eu achava que era o dono do meu mísero ser, sabia o que seria de mim. Sabem o que isso significa? Simples assim: eu não sei onde eu estarei morando, o que estarei fazendo, como estarei vestido daqui dois meses, sim dois meses, 60 dias, não é assustador? Antes, 60 dias, 90 dias até mesmo um ano parecia tão previsível, parece que agora tudo mudou. Não sei o que vai acontecer comigo em 15 dias. Devido a essas circunstâncias, hoje senti algo que há muito tempo que eu não sentia.

No começo eu não sabia me expressar. Não sabia falar o que estava sentindo. Pensei ser sono, mas não poderia ser, seria sono? Minha sorte, foi que nesse exato momento estava conversando com nossa querida Victória, falei para ela, na verdade, tentei, sem sucesso, falar o que estava sentindo. Não era sono, tinha vontade de simplesmente ficar parado, deixar a roda da vida rolar. Sentia também tristeza, mas tinha algo além. Algo mais profundo. Victória que percebeu o que realmente era.

Caros leitores, eu estava sofrendo de angústia. Que sentimento mais horrível. Como poderia ter sido criado! Quem o criou deveria ser banido, morto, mutilado! É um sentimento monstruoso, o qual não consegui controlar. Escrevo a vocês, porque acho que também estão sentindo isso. Claro que eu não desejo isso a vocês, mas é inevitável. Todos um dia irão sentir-se angustiados mas espero que vocês consigam livrar-se disso logo, assim como está acontecendo comigo enquanto escrevo aqui.

É estranho não é? Cada linha que eu escrevo parece que um pouquinha da minha angustia está se desfazendo. E eu agradeço a vocês, assim como também peço perdão, por terem lido essas minhas tolas palavras. Se eu fui confuso, perdoe-me, tentei manter o fluxo de ideias o mais coeso e coerente possível. Peço perdão também, se através do meu texto vocês sentiram um pouco do que eu senti, não foi a minha intenção. Agora finalizo com uma breve despedida, vocês já devem estar cansados de ler essa carta má escrita.

Até breve meus queridos amigos.

Ass.: William Ananias Mansôr Fernandes

P.S.: Leitores, gostaria de pedir perdão novamente pelo texto. Estava notando também que nossos textos são demasiadamenste depressivos, salvos raros que aparecem aqui, isso é apenas um fruto da fase da vida que estamos enfrentando, por isso peço perdão novamente. Se sobrar um pouco de perdão, peço que me perdoe por pedir tantos perdões.